Perguntas e Respostas – Vacina anti-COVID-19

Introdução

A pandemia COVID-19 é causada pelo vírus SARS-CoV-2 e até o momento é responsável por mais de 75.2 milhões de casos e 1.67 milhões de mortes em todo o mundo, com 17.3 milhões de casos e 311.000 mortes nos Estados Unidos (dados de 18 de dezembro de 2020). Estes números estão aumentando. COVID-19 é no momento a principal causa de mortes nos Estados Unidos.

Obs 1: No Brasil, o número de infectados é de 8.573.864 e o número de mortes é de 211.491, segundo dados de 18 de janeiro de 2021.

As recomendações sobre como receber as vacinas COVID-19 podem mudar à medida que aprendemos mais. Essas perguntas e respostas são apenas um guia e não devem substituir a discussão com o seu médico.

As duas vacinas aprovadas na América do Norte são as da Pfizer e da Moderna, e outras vacinas estarão disponíveis em outras partes do mundo. A vacinação será em uma série de duas injeções administradas com intervalo de três semanas (Pfizer) ou 28 dias (Moderna).

Obs 2: A única vacina atualmente disponível no Barasil é a coronavac da Sinovac/ Butantan, que deve ser administrada em duas injeções, com intervalo de três semanas. A vacina de Oxford/ Astra Zeneca também foi aprovada, mas ainda não está disponível; também será administrada em duas doses.

Perguntas e Respostas – Vacina anti-COVID-19

Sim, no entanto, se você tiver esclerose sistêmica, existem algumas coisas que você deve saber antes de tomar a vacina. As vacinas até agora não foram testadas em mulheres grávidas, crianças com menos de 16 anos, ou em grande número de pacientes com doenças auto-imunes. Quanto mais dados estiverem disponíveis, as recomendações poderão incluí-los.

As vacinas contra o COVID-19 parecer ser altamente eficazes. No entanto, elas não foram testadas em um grande número de pessoas com doenças auto-imunes e/ou pacientes recebendo medicações imunossupressoras. Pode haver uma resposta atenuada em pacientes com esclerose sistêmica que estejam tomando imunossupressores. Os benefícios incluem prevenção da infecção pelo COVID-19, ou uma infecção menos grave, e a imunidade de rebanho (impedindo a disseminação em sua comunidade quando um número suficiente de pessoas for

vacinado). Devido à quantidade significativa de pessoas que morreram ou ficaram muito doentes com o COVID-19, a esperança é prevenir infecções graves e seus efeitos a longa prazo.

No momento, não há informações suficientes sobre o efeito dos medicamentos imunossupressores sobre a eficácia da COVID-19, e você deve consultar seu médico sobre este assunto. Alguns medicamentos podem ser interrompidos por breve período durante a vacinação; no entanto, se você estiver utilizando prednisona por um longo tempo, ela não pode ser interrompida durante a vacinação.

Sabemos que, com a vacina contra a gripe, os pacientes que recebem metotrexato podem ter uma melhor resposta se segurarem o metotrexato por duas doses após receberem a vacinação. Não há recomendação específica para a vacinação COVID-19, mas talvez interromper a medicação imunossupressora por duas semanas após cada injeção possa levar a uma melhor resposta. Contudo, isto é apenas uma especulação. Isso pode incluir metotrexato, micofenolato de mofetil, azatioprina, tocilizumabe, inibidores da JAK, inibidores do TNF e abatacepte. Se você estiver recebendo rituximabe, o momento pode ser melhor para receber a vacinação 4 meses após a última dose do rituximabe, e esperar alguns meses para receber a próxima dose do rituximabe. Esta é apenas uma orientação e você pode mostrar este texto como um exemplo para seu provedor de saúde.

Não sabemos, mas um surto (uma piora aguda do quadro clínico) de esclerose sistêmica não deve ser comum, pois muitas outras vacinas que estimulam o sistema imunológico não costumam agravar doenças auto-imunes na grande maioria das pessoas que recebem vacinas.

A vacina não será 100% eficaz; portanto, todas as recomendações após a vacinação ainda estarão presentes, como uso de máscara, lavagem frequente das mãos e distanciamento social.

Os principais fatores de risco para resultados ruins com infecção por COVID-19 são idade avançada, doença cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes mellitus, uso de prednisona em altas doses, e outros fatores de risco menores como hipertensão arterial e obesidade. É provável que aqueles com infecções recorrentes e aqueles que são frágeis também tenham um risco maior de ter uma evolução ruim. Suspeitamos que ter doença pulmonar intersticial ou hipertensão pulmonar ou aspiração recorrente por motilidade deficiente do esôfago colocam aqueles com esclerose sistêmica em um risco maior, tornando a vacinação uma consideração importante para esses e a maioria dos outros pacientes. O risco provavelmente não é aumentado naqueles pacientes com morféia ou esclerodermia linear, a menos que estejam sob forte tratamento imunossupressor.

Não sabemos. Os testes das vacinas continham um grande número de pacientes, portanto a resposta dos anticorpos e a segurança são conhecidos no curto prazo, mas o benefício de longo prazo é atualmente desconhecido.

Isso depende da eficácia das vacinas e de quantas pessoas recebem a vacina (para imunidade de rebanho) e de quanto tempo dura o benefício/ resposta à vacinação. Além disso, até agora, o vírus não está sofrendo muitas mutações, mas se sofrer uma mutação, o benefício pode ser menor. Isso é verdade para a vacinação contra a gripe, em que o vírus da gripe sofre mutações todos os anos e a vacina contra a gripe reflete as cepas que se espera que existam em sua comunidade.

Isenção de responsabilidade da Scleroderma Foundation: A Scleroderma Foundation de nenhuma maneira endossa quaisquer drogas, tratamentos, ensaios clínicos ou estudos referenciados neste documento. As informações são fornecidas para manter os leitores informados. Como as manifestações e a gravidade da esclerose sistêmica variam entre os pacientes, o tratamento médico especializado é essencial. Portanto, é altamente recomendável que todos os medicamentos e tratamentos sejam discutidos com o médico do leitor para avaliação e tratamento adequados.

Texto revisado em janeiro de 2021 pelo Comitê de Liderança do Conselho Consultivo Médico e Científico da Scleroderma Foundation.

Tradução para o português pelo Dr. Percival Sampaio-Barros, médico reumatologista da Universidade de São Paulo e do Hospital Sírio-Libanês, e coordenador científico da Associação Brasileira de Pacientes com Esclerose Sistêmica (ABRAPES).

Noticia Importante:

São Paulo, 19 de março de 2020

Caríssimos(as) pacientes e familiares de pacientes com esclerose sistêmica

O nosso país e o mundo estão entrando numa pandemia como não se via há muito tempo.
É hora de todos nós nos unirmos para vencer esta ameaça à saúde de toda a Humanidade.
Muitos países estão adotando rígidas medidas de isolamento social de seus habitantes, e o Brasil, iniciando-se pela cidade de São Paulo, está caminhando para isto.
Peço encarecidamente que evitem aglomerações desnecessárias e sigam firmemente as recomendações das autoridades de saúde.
Reitero que todos devem se lembrar que cerca de 80% dos contaminados pelo corona vírus não terão sintomas ou terão apenas um resfriado.
Mas este fato não é motivo para nenhum tipo de descuido, pois temos de cuidar dos cerca de 20% da população que poderá ter sintomas mais intensos, inclusive necessitando de internação em UTI.
Especial atenção deve ser dada aos indivíduos mais velhos, acima dos 60 anos, e especialmente aqueles com mais de 80 anos, faixa etária onde a doença tem sido mais grave.
Com relação aos pacientes esclerodérmicos, em especial, o uso de drogas que baixam a imunidade é um fator que requer cuidado redobrado na prevenção da infecção pelo corona vírus.
Encaminho, em anexo, um material produzdo por especialistas da Sociedade Brasileira de Reumatologia neste final de semana, discutindo a prevenção contra o corona vírus.
O momento não é nem de pânico nem de paranóia, mas de firmeza de espírito e de ações consistentes para se evitar uma progressão desta contaminação!
Certamente, unidos seremos fortes e vencedores nesta nossa luta contra o corona vírus!
Um cordial namastê!

Dr. Percival D. Sampaio-Barros
Médico Reumatologista e Diretor Científico da ABRAPES

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